domingo, 30 de abril de 2017

Conto-Rascunho #1 --- +18

Miguel é o que poderíamos chamar de caçador silencioso; isto é, mantinha a face de moço distraído e quieto, mas bem embaixo da vista de todos ele atacava: suas vítimas? Garotas que todos achavam inalcançáveis, perfeitas, que todo cara se iria se vangloriar se pegasse. Mas não, ele não era assim.

Quando ele ia atrás de uma moça pra pega-la(e ele sempre conseguia, porque a lábia do rapaz era quase perfeita), o jovem fazia questão de deixar na surdina, em total segredo, dizendo para elas "não conte para ninguém, eu vou negar se você contar". Parece engraçado, não? Meninas lindas, corpos esculpidos e ele, um rapaz acima do peso, longe do ladrão de beleza com a sua própria beleza rústica, mas com um sorriso de raposa e a retórica bem trabalhada: elas queriam mais, elas viciavam.

Claro, ele tinha alguns critérios: sem meninas comprometidas, que não sejam fofoqueiras e que, claro, agradassem seus olhos e o que ele guardava no meio das suas pernas(que não era pequeno, realmente não era pequeno). Era de fato um total calculista, estrategista gênio.

Não confundam, não é como se ele fosse um bastardo sem amor e que usasse à todos, mas ele simplesmente não achou a pessoa que encanta-se ele.

Atualmente, ele estava em sua sala, sozinho durante o intervalo, não gostava de sair, achava seus colegas de convênio irritante demais, por isso ficava na sala ouvindo música (amém Djavan). Apesar de entretido ouvindo música e estando de olhos fechados, ele ouviu a porta abrir, sentiu os passos no chão vindo em sua direção. Sabia o que a pessoa faria, e ela fez: sentou-se em seu colo, abraçando-lhe. Somente nesse momento ele abriu os olhos, olhos castanhos tão escuros que se você não prestasse atenção se passavam por negros, e fixou o olhar na moça que sentou- se no seu colo.
Larissa é uma antiga peguete, ou 'caso', como chama. Moça bonita, uma das mais populares do colégio, não largava dele desde a primeira vez que transaram. Uma branquinha bonita, com cabelos enrolados pintados de loiro, tinha seios pequenos, mas uma tremenda bunda que se destacava na saia do uniforme. Ele não fazia questão de falar, mas uma coisa que ela fazia bem é foder.
"O que quer, moça?" perguntou o rapaz. A moça, com um tremendo sorriso no rosto, respondeu "Estou sem calcinha, você não percebeu? Você sabe o que significa". Ele suspirou; sabia muito bem, queria ficar quieto hoje, mas pelo visto não dava.
"Tudo bem, sua viciada em foder, vamos logo" respondeu a encarando. Ah, ela amava aquele olhar, direito, intenso, forte, que pegava tudo e não dizia nada; ela ficava toda molhada. Paulo olhou o relógio e viu que tinham 15 minutos ainda, iria dar.
"Fica apoiada na mesa e não se mova" mandou ele; ela, como uma boa garota, foi fazer o mandado. E chegou perto dela e viu que ela estava toda molhada e estava escorrendo pela perna dela. "Putinha, tu já tava tocando uma antes de vir aqui, é?" Deu um sonoro tapa na bunda carnuda dela; Larissa soltou um gemido de dor e prazer.
"Vai logo, mete, caralho, mete que eu tô doida por esse pau!" ela implorou. Com um sorriso irônico rasgando a sua face, Miguel tirou o cinto e soltou da calça um pau que ainda não muito grande, bastante grosso. Apontando na direção da vagina de Larissa, ele fala "Pediu, agora aguenta" e enfia tudo de uma vez.
Ah, como ela amava isso, o jeito sem frescura que ele metia, ainda que se preocupasse com ela, como muitos garotos não faziam, ele era ótimo em dar prazer. E ele metia com força, sem parar, tirava tudo e metia tudo de novo numa estocada só. Puxava seus cabelos, dava tapas na sua bunda, ah céus, como era gostoso aquele pau groso rasgando ela.  E ela apenas gemia "Miguel, caralho, me fode, porra". O barulho de 'plaft, plaft' da carne na carne era alto, apenas aumentando o tesão deles.
Larissa era um vulcão, parecia que não importava quantas vezes fodia aquela buceta, ainda era bem apertadinha, muito gostosa. Os gemidos dela acabavam com ele, ele tendo que se concentrar pra não gozar, de vez em quando levantava ela, não parando de meter, claro, e beijava ela com um desejo que as línguas se misturavam na saliva, o suor escorria neles apesar do ar-condicionado. Ele travava uma batalha contra o tempo: tinha que fazer ela gozar antes de terminar o intervalo se não iriam ser pegos. Mas mesmo isso parecia só dar mais tesão pra Larissa; "bom, assim ela goza logo", então assim que ele percebeu as contrações na vagina dela, meteu com mais força.
Foi o grito dela que anunciou o orgasmo, ele gozando dentro dela, soltando jatos de porra quente dentro dela e ela amolecendo em cima da mesa. Ele rapidamente guardou seu pau pra dentro da calça e afivelou o cinto. Pegou uma cueca boxer limpa de dentro da mochila e disse pra ela "Toma, depois tu me dá", não se preocupou com o fato de ter gozado dentro, sabia que ela tomava pílula.
Ela se levanta meio mole ainda, veste a boxer, da um beijinho na bochecha dele e vai embora rebolando. O rapaz apenas pega um vento no ar de sua sala pra não ter que dizer porque estava suado, ora, afinal, ele era apenas um jovem calado que não pegava ninguém. Ele riu desse pensamento "vai ter mais, mais tarde" quando ouviu o sinal avisando o fim do intervalo; voltou a sua carteira e fingiu como se nada tivesse acontecido.

Apenas mais um bom rapaz.

domingo, 12 de março de 2017

Força pra Viver

Quando se chega aos 18 anos você pensa que algum tipo de significado profundo e mistico se abrirá perante você, e que nesse momento a vida irá fazer todo sentido. Bem, ser que habita essa existência, não é bem assim. É justamente nesse momento que você se ente mais perdido, mais confuso, bem longe da certeza que supostamente devia-se ter. É, complicado, não?

Nesses momentos de reflexão que tenho (e acredite, não são poucos), creio eu que a vida em si se mostra primeiro como uma bagunça, sem sentido, sem razão, uma espiral de eventos caóticos que nos leva a crer que o mundo é ruim e que não vale a pena viver. 

Ou talvez eu apenas seja uma pessoa com tendencias depressivas, fato.

De qualquer forma, apesar da vida se mostrar assim, ela é mais que isso, ela não tem sentido, verdade,  mas...
...E se for nós mesmos que damos sentido a ela?

Pois é, muita gente vai vivendo esperando que a vida venha e lhe diga o que fazer. Colega, tenho uma noticia para te dar: a vida não vem até a você, vocêzinho que tem que ir ate lá e viver.

Eu sei que as vezes parece difícil, ruim, agoniante, que dói, que as coisas parecem ruins e é isso. Acredite, elas vão melhorar, da feita que se está no fundo do poço, só se pode ir pra cima, mas isso cabe de você, podes ficar parado e se afogar em autopiedade, ou pode segui em frente, pode melhorar, se esforçar.

Já deve ter percebido: a vida não é um conto de fadas, ela é engana, ela é uma maldita, que quando menos espera, te passa a perna. Você cai, claro, mas caímos para poder levantar e tentar de novo, porque é essa a escolha mais básica: você escolhe estar vivo ou você viver!

Uma vez, um bom amigo me disse que as escolhas que fazemos são aquilo que nos define. É verdade, talvez uma máxima que deva ser levada pra toda vida. Apesar das várias vezes que quis desistir (e ainda quero) lembro dos esforços daqueles que confiam em mim, dos sacrifícios que eles fazem todo dia, trinco os dentes, firmo as pernas e continuo a andar, sempre em frente, nunca desistindo.

Você pode fazer isso também, você tem essa força pra viver, essa vontade de brilhar, eu creio em ti, amiguinho. Não desista, não pare, eu sei que que consegue, vamos juntos,  passo a passo, apoiados um no outro, me dê a mão, vamos juntos, sim?

sexta-feira, 4 de março de 2016

Desejo

Pequeno poema para todos os amantes secretos que anseiam por saciar seu desejo.



Meu desejo
É algo secreto
Trancafiado
Escondido.

Meu desejo é o beijo em tua boca
É cheiro de teu corpo
O aroma de teus cabelos.

O fervor por ti queima sem fim 
Aqui em mim
Um fogo sem cessar.

E eu sempre estou pendendo
Servindo ao meu desejo
Como um escravo serve ao mestre.

Porque no fim
Tu és meu desejo
E eu me comprometo a te servir 
Oh, minha querida bem vir.


sábado, 19 de setembro de 2015

Reflexão 1#

Quanto? Essa é a pergunta que eu te faço. Eu quero saber o quanto é necessário pra se satisfazer. Quanto de dinheiro? Quanto de bens mariais? Quantos celulares de alta tecnologia? Quantas roupas da moda? Quantas fotos em redes sociais mostrando a falsa felicidade que você tem? Quando que isso tudo vai ser o bastante? Será que não nos cabe apenas viver e ajudar o próximo? Não, quase impossível. 
Somos como gafanhotos, devoramos e devoramos, mas nunca plantamos de volta. Não falo apenas de nosso pobre planeta, este que sofre na nossa mão desde que temos memória, mas sim falo do geral: queremos amor, mas não o damos, queremos felicidade, mas que ela venha até nós sem fazermos nada, queremos fartura, mas sem plantar e regar de volta. 
Vivemos em um mundo que nada é o que parece, tudo são máscaras e sorrisos falsos, tanto que atualmente mostrar os sentimentos é ser fraco, chorar é sinal de covardia e ser gentil, já é ter segundas intenções. Hoje em dia, quem expressa emoções calorosas nesse mundo de metal frio, é revolucionário. Somos tão frios que, ao fim de tudo, somos sedentos por calor. É algo muito irônico: Os Grandes Seres Humanos! Senhores do Mundo e Do Universo! Simplesmente perdidos e querendo mais e mais como crianças perdidas a procura da Mãe.
Um sorriso sincero. Apenas isso, mas quando foi que você deu um pela ultima vez? Quando sorriu sem se preocupar, sorriu porque era gostoso, porque gostava? E não porque tem que fingir ser feliz para parecer forte. Mas, o que eu sei? Eu sou apenas um mero garoto de 17 anos que apenas vê o mundo de uma ótica simples: Queremos ser felizes e espalhar a felicidade pelo mundo. Então aqui eu proponho, ao andar na rua, seja educado. diga um olá, um bom dia, boa tarde e um boa noite. Perdoe, desculpe, tente ajudar no melhoramento do mundo, sem rancor. Quando ver alguém triste, pergunte se está tudo bem, se ela quer conversar, sair. Quem sabe? Vai que essa pessoa que você não fala, que só via de relance, se torne sua amiga e talvez até se apaixonem!
E quem sabe? Esse é o barato da vida: Nunca se sabe, sempre é inconstante e turbulenta. Nós damos sentido a ela, nós que vivemos nela, vivemos ela. Ah, e faça um favor a si mesmo: Não guarde a tristeza para si, procure alguém para compartilha-lá, só assim ela fica tolerável. No mais, apenas desejo uma ótima Vida e dou um sorriso sincero como prova de minhas intenções.

Aqui é o Jovem Lucas, Desligando.

19/09/2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Amigo

Ei, estou de volta! Trouxe aqui pra vocês mais poema de minha autoria, falando um pouco daquela coisa importante que todos temos(ou deveríamos ter!): Amizade, amigo, friends, brothers, bros, ou qualquer que seja a nomenclatura que vocês usam. Esses tais amigos são importantes, estão do nosso lado, no ajudam, brincam, tiram graça, te zoam, mas apenas ele podem fazer isso, ninguém mais pode. Esses são os amigos verdadeiros, são coisas que eu tiro do meu diário e digo o que são preciosos. Enfim, to enrolando muito, se tiver um amigo daquele, verdadeiro(não se deixe enganar pelos falsos), envie pra ele, se tiver fazendo aniversário, envie pra ele, comente, compartilhe com as pessoas e seja feliz! Fui.

Disclaimer: Eu não possuo os direitos da imagem, não sou o criador(a), todos os direitos ao criador e detentor da imagem. O poema é de minha autoria, se for usa-lo, dê o credito devido ao criador(eu!), no mais, apenas aproveitem e comentem se possível.

Amigo

Palavra simples
Sem muito significado
Não, não é 
Sem significado?
Claro que tem.

Amigo é aquela coisa descomplicada 
E divertida!
Amigo é quem pula no muro
Pra te chamar para jogar bola.

Amigo é aquela pessoa 
Que mesmo em coisas mais bobas e pequenas
Te chama pra ver 
Porque é importante
Porque você é relevante.

Amigo, amigo
Aquele amigo
Que brinca
Tira a graça
Isso nunca para 
Porque ele gosta de te ver assim
Sorrindo.

Também tem amigo que não sabe porque é amigo
Simplesmente é
Ora
Quem, em meio a um mundo tão grande e universo maior ainda,
Vai se importar com razões para ser amigo?

E  aquele amigo, hein?
Que não importando a distância e o tempo 
Que empurram pra longe(que maldade!)
Ele liga, chama
Pra conversar 
Pra brincar
E nunca se esquece de contigo falar.

O amigo família
Aquele que ta ali desde sempre
Que é o irmão, irmã, primo, prima
Mãe, pai, tio, tia, avô e avó!
Sempre lá, cuidando preparando para outros amigos que virão.

Amigo também tem do que é inteligente
E te ajuda nas coisas que estão difíceis
Ou que tal o amigo que sempre está ali
Nos altos e baixos
Alegrias e tristezas
Sorrisos e lagrimas.

Ah, tantos tipos
E todos eles terminam em um:
Aquele que depois de tantas provações 
Tantas brigas,
Risos, quedas, choros
Vem o amigo irmão
Que mesmo velho e reclamão
Ainda vem te visitar
Perguntar como está
Lembrar 
Da época que eram jovens
Mas que não importa o tempo e a distância
Vão sempre continuar assim
Amigos.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Coração Mobiliado

Então pessoas, olá novamente, aqui é o Lucas, trazendo pra vocês mais um poema. Esse eu escrevi faz pouco tempo, fiz ele pensando em uma garota que me deu a tão famosa flechada no coração(maldito cupido!). Esse é pra aquelas pessoas que sente-se impelidas a dar tudo que tem para alguém, mas veja se essa pessoa vale. Se vale, ótimo, se não, ferrou. Eu não tenho muito o que dizer, então espero que gostem, aproveitem e espalhem o amor(e o blog, of course) para outras pessoas.

Disclaimer: A imagem não é minha, não fui eu que a criei, todos os direitos ao criador(a). O poema é de minha autoria, se for usa-lo, dê o credito devido ao criador(eu!), no mais, apenas aproveitem e comentem se possível.

Coração Mobiliado

Dois quartos 
Um banheiro
Talvez uma cozinha
Tudo para decorar.

Podemos pintar
Divertir
Dara a cara que quisermos
Ao nosso ir e vir.

Ele vai quebrar 
Ter goteiras
Mas vai ser nosso lar.

Sabe do que falo?
Falo de meu amor
Nosso amor
Aquele pedacinho de caos e ordem que precisamos.

Posso não ser o mais lindo 
Mais esperto
Ou tampouco mais romântico
Mas posso dar ao amor
Um olhar único.

Se tanto não lhe for bastante
Talvez o que guardo em meu peito baste
É geralmente calmo o badalar de meu coração
Mas esse tal se descontrola 
Toda vez que estou a te olhar

E se ainda isso não for suficiente
Não sei o que posso dar
Mas me ofereço por inteiro
Se você me aceitar.

Lucas Miguel Marques Lima
 15 de Julho de 2015

domingo, 6 de setembro de 2015

Verdades Malditas

Uns pequenos versos sobre observações que eu tomo no dia-a-dia, de nossos erros e mentiras. Pode parecer(e muito) pessimista, mas é apenas a realidade batendo na porta. Sem mais delongas deixo com vocês o poema. 
Obs: a imagem não é minha, apenas estou a utilizando para ilustrar o pensamento. Todos os direitos ao criador dela(sem processos nem apedrejamentos, please).

Verdades Malditas

Quando penso que  não há coisa  pior que a mentira
Vejo hipocrisia
Assim que penso que as pessoas não pioram
Por restos elas imploram.

Se vejo coisas simples na vivência 
A mais imunda é a violência
Se por acaso negar isso
É egoísmo.

De que tudo falta neste mundo 
Que por sua corrupção se fez imundo
Não penso que sou diferente
Apenas minimamente mais consciente.

Talvez se por tantas mentiras que falamos de cara lavada
Não nos permitimos sonhar
Nossa mundo vive uma esperança quebrada.

E se por algum motivo me achares prepotente e arrogante
Não me importo
Porque se ver
Todos, de nossos sentimentos, 
Estamos mortos.

Lucas Miguel Marques Lima
26 de Julho de 2015